quinta-feira, 18 de abril de 2013

Soneto da esperança







O sonho do agora se findou, destarte.
Jaz a esperança no seio escarlate.
Da prole, o levante estandarte
Almeja o esplendor: “Quilate”.

Quimeras já não vingarão.
Lúcido fulgor espargirá.
De o insano poder surgirá
As ruínas de atroz coração.

Bravas cortes surgirão reluzentes,
Ante o fim do renitente,
Envolvidas pelo onisciente.

Murmúrio argênteo vivaz
Traz-nos valor eficaz:
A felicidade que satisfaz!




                                    Otaviano Maciel de Alencar Filho

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