terça-feira, 13 de setembro de 2016

A roda da vida










Tens Tu a capacidade de avaliar o meu amor por ti?
Desdenhas, por acaso, o meu sacrifício e as torturas íntimas que me assolam em favor de ti?
Sofro calado, por conta própria, o desatino de ousar discordar!
Somos herdeiros, embora em esferas de atuações diferentes, da confiança e do comprometimento para causa comum.
Não me vejas como “apartheid” e tampouco sem expressivo afeto.
Sou assim. O tempo me moldou. As circunstâncias permitiram-me este “status quo”.
Envaideço-me, na certeza de teu amor por mim!
Regozijo-me neste amor. Onisciente sou que pouco é o meu amor, diante teu amor por mim.
O tempo voraz, não tarda em chegar.
Quando a hora soar, a despedida será por um pouco.
Tornarei a te procurar.
Espero contigo novamente estar e continuarmos, mesmo que veladamente, sem ostentação, nossa completude existencial!




Otaviano Maciel de Alencar Filho

                                      (Copyright© 2016 by Otaviano Maciel de Alencar Filho)

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