Tens Tu a capacidade
de avaliar o meu amor por ti?
Desdenhas, por acaso,
o meu sacrifício e as torturas íntimas que me assolam em favor de ti?
Sofro calado, por
conta própria, o desatino de ousar discordar!
Somos herdeiros,
embora em esferas de atuações diferentes, da confiança e do comprometimento
para causa comum.
Não me vejas como
“apartheid” e tampouco sem expressivo afeto.
Sou assim. O tempo me
moldou. As circunstâncias permitiram-me este “status quo”.
Envaideço-me, na
certeza de teu amor por mim!
Regozijo-me neste
amor. Onisciente sou que pouco é o meu amor, diante teu amor por mim.
O tempo voraz, não
tarda em chegar.
Quando a hora soar, a
despedida será por um pouco.
Tornarei a te
procurar.
Espero contigo novamente estar e continuarmos, mesmo que veladamente, sem ostentação, nossa completude existencial!
Espero contigo novamente estar e continuarmos, mesmo que veladamente, sem ostentação, nossa completude existencial!
Otaviano Maciel de Alencar Filho
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