sexta-feira, 5 de julho de 2013

Desmatamento

A mata verde sofre sem ser amparada!
Animais em frenética disparada.
Pássaros em debanda.
E o fogo avançando sem dó
Na garganta sinto um nó.
O estalar das verdes-campinas
Ante o insano fogaréu
Somente é abafado
Pelas brumas que vão ao céu.
Num lampejo de agonia
A natureza em chamas ardentes
Sofre sob a tirania
Do fogo abrasador!
Triste e desolador cenário!
Não dá para acreditar.
A ganância humana
Em sua insanidade vulgar
 Devasta toda a natureza
Em busca de o dinheiro ganhar.
E assim vai pensando o homem
Num desatino profundo
Destruindo a natureza
E toda a beleza do mundo.



Otaviano Maciel de Alencar Filho



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