quarta-feira, 25 de abril de 2018

Caminhos










Nas avenidas da vida tento encontrar o meu passado.
Nas vielas do tempo esbarro com a imprevisibilidade do futuro.
Nos contornos do espaço esgueiro-me a passos largos.
Nos domínios da solidão me aperta o coração.
No brilho da luz ofusco-me lentamente.
Na escuridão fico sem chão.
O eco dos meus pensamentos me tortura.
Serei eu que penso ou minha mente que mente?
Engana-me e esgana-me?
O sonho perturba-me a alma.
Acordado sonho com a noite por vir
Serei eu o que sou?
Onde estou?
O que fazer?
Que tortura cruel avassala-se de mim.
Acuado em um canto sem canto: Ai de mim!
O tempo sem pressa demora a vir...
Vejo a luz aclarar, enfim!
Ouço o som novamente
O coração aflito se reconforta
A mente se desentorta.
Começo a acordar do sono!
A saída enfim eu a encontrei
Louvado seja o Eterno!





Otaviano Maciel de Alencar Filho
(Copyright© 2018 by Otaviano Maciel de Alencar Filho)

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mentiras e mais mentiras

                                         Atualmente vemos ordinariamente na imprensa escrita assim como nas mídias digitais, infor...