Tempo
difícil o que vivemos! A pandemia
ocasionada pelo vírus coronavírus, que desencadeou no mundo inteiro uma doença
que acomete o sistema respiratório e outros órgãos do corpo humano, levando-o
em muitos casos a morte caso não seja tratado adequadamente, não dá trégua.
Já
próximo de completar um ano depois da OMS-Organização mundial da Saúde declarar
o surto epidêmico mundial, a quantidade de indivíduos acometidos pelo vírus só
está aumentando de vez que somente agora, com esforços despendidos por
cientistas do mundo inteiro, se desenvolveram vacinas com poder de imunização
do corpo humano contra esse devastador agente patológico.
A
expectativa é de que, depois de aplicada a vacina, o corpo comece a produzir os
anticorpos que irão atacar o vírus no organismo. No entanto, à medida que o
vírus se espalha pelo diversos lugares do mundo, ele sofre mutações diversas,
surgindo, assim, novas linhagens de vírus que dificultam ainda mais o combate à
doença que já conta com mais de noventa milhões de casos no mundo inteiro e que
levou a óbito mais de dois milhões de pessoas até meados de janeiro de 2021.
Os
grandes laboratórios farmacêuticos já colocaram a disposição das autoridades
mundiais doses de vacinas para serem adquiridas e a começarem a serem aplicadas
nas pessoas. Garantem que são seguras e eficientes no combate ao coronavírus,
embora seja concorde entre os cientistas que serão necessárias outras doses até
a imunização completa ou mesmo a utilização periódica, caso se constate a
necessidade, assim como ocorre com a vacinação periódica com relação às
síndromes gripais causadas pelos vírus da influenza.
Quando
se trata de saúde pública, além de campanhas de incentivo e esclarecimento no
que diz respeito a se tomar a vacina, pois esta é o único meio de garantia de
cura, é imperioso que as autoridades governamentais coloquem à disposição da
população quantidades suficientes da vacina para que o controle da doença possa
ser eficaz.
Um
fenômeno atípico tem surgido nessa época de pandemia: O negacionismo. Sim, isso
mesmo! Diversos indivíduos, incluindo-se alguns chefes de estado ignoraram e
ainda ignoram o poder avassalador de destruição da vida humana provocado por
esta doença. Agem como se a cura se desse de forma milagrosa e que não haveria
motivos para tanta “histeria”, chegando ao ponto de tornar facultativo o uso da
vacina, negando assim as árduas pesquisas feitas em torno desse agente
devastador da saúde humana.
Não
é incomum sairmos às ruas e encontrarmos indivíduos que não tomam as devidas
precauções, como utilização de máscaras e manterem um relativo distanciamento
no intuito de dificultar uma possível transmissão do agente patológico. Muitos
acreditam que são geneticamente imunes já que até o momento não ficaram
doentes. Outros argumentam que como não estão doentes já pegaram o vírus e não
manifestaram a doença, portanto não há mais motivo para se preocuparem, agindo
assim o fazem por ledo engano.
O
imunizante está ai pronto a ser ministrado, portanto não é crível deixar se
seduzir por opiniões de pessoas que se dizem sábias, amparadas tão somente em
crenças despidas de conhecimento científico e que colocam as vidas das pessoas
em risco.
A
senhora sexagenária conversando com sua enteada desabafa:
-
Tomara que se inicie a vacinação, não vejo a hora de deixar de ficar com medo
de pegar a Covid, afinal faço parte do grupo de risco e não aguento mais ficar
em casa.
Sua
enteada demonstrando total ignorância aduziu:
-
Tome cuidado Dona Cida, não tome aquela que vira jacaré, não!
A
anciã, perplexa perguntou:
-
E qual eu vou tomar se a outra, daquela marca, dizem que dá câncer e ainda vem
com o vírus da Aids?
Seu
Antônio, marido de Dona Cida que se encontrava em uma cadeira ao lado, ouvindo
a conversa, resolveu dar uma lição de sabedoria as duas mulheres:
-
Já tomei vacina contra tudo que é doença nesse mundo e nunca perguntei qual era
a marca e de que país ela tinha vindo. Nunca peguei varíola, sarampo,
meningite, poliomielite e principalmente nunca virei nenhum bicho, tampouco
tenho Aids e nem câncer e aqui estou pra contar a história. Deixem de conversa
fiada. – falou, caçoando da conversa das duas senhoras.

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