sábado, 23 de junho de 2012

Chamado









Nas telas imensuráveis do infinito, 
Vislumbrei de longe um grito!
 
Afastei-me com receio sem par.
 
Busquei refúgio no mar.
Mar da tranquilidade. 
Mar da inquietação... Não sei!
 
Inquieto sem saber!
 
Desarvorado no saber!
Chamado pelo dever. 
Fugindo sem o saber!
Do grito, restou-me um eco no íntimo surgir! 
O eco apossou-me o Ser.
 
Sem poder deixar de ouvir,
 
Tive de sucumbir ao dever de ser!



Otaviano Maciel de Alencar Filho











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