segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Arbítrio





Ah, o grito da liberdade!
O doce gosto do imprevisível engano;
Sobretudo a mais tenra lealdade
O sabor amargo do desengano;
O fruto proibido da insensatez: Humano!

Real leveza do ser em constante lapidação
Desfaz a tônica cartesiana em sólido persistir!
Jaz, sobre alicerces vivazes,
Em pleno vigor febril
Envolto em azáfamas sutis.

Sobriedade, alteridade!
Acima a lealdade!
Ser do Ser
Ainda assim poder!

Tamanha sapiência
Desdenha a ciência
Em tom de demência!





Otaviano Maciel de Alencar Filho
(Copyright© 201 by Otaviano Maciel de Alencar Filho)

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